sexta-feira, 19 de abril de 2013

Não sei que título se dá a um trecho instável da minha vida


Me perdoa por ser uma pessoa instável, ter um sentimento cansável, não ter a paciência cabível e, às vezes, por descer tanto o nível! O som da minha voz é tão inaudível que chega a ser perceptível a maneira com que dobro, redobro e desdobro as cordas vocais para conseguir falar. Me perdoa também por ser insegura e até não parecer madura. Me perdoa por te chatear e não ter freio, é que não sei como parar e meio torta assim eu reconheço que fracasso sou, que todo meu suor nada poderá aliviar o mal que lhe causei. E toda a bebida destilada, todo aquele álcool que tomei, meu bem, juro que em vão não foi. A causa era sempre você. (Talvez fosse eu - eu e meu fracasso com sucesso!). Me perdoa lhe escrever à toa, é que uma carta às vezes cai bem. E se o bastante ainda não for, peço que me deixe um pouco a sós, mas antes me prepare aquela dose de whisky com uma pedra solitária de gelo (igual à mim) e aí sim você pode ir. Deixe somente eu e meu whisky querido que me acompanha nessas noites de solidão e frio. Deixe-me repousa numa enorme poltrona numa sala de escritório em casa, em meio a tantos livros e assim me sentirei bem. Bem com menos culpa por não ter certeza do seu perdão. Mas agora vá e me deixe quieta com minha instabilidade que só eu consigo entender. E até mesmo para escrever é chato, pois não há quem queira ler - não que eu me importe, mas olha que sorte: pelo menos não há para quem explicar as razões pelas quais escrevo, pois estas são desconhecidas até por mim. Então, que as palavras fiquem subentendidas e assim dormiremos; e só.

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