segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Dois mil e quatorze!



Eu gostaria e queria muito poder ter começado o ano com um supertexto, um daqueles que encorajam e te colocam pra cima fazendo com que você sinta que esse tal de 2014, que acabou de chegar, seja lindo de bonito, mas não. Eu fugi a regra. Fui exceção. As coisas aconteceram rápido demais, leitor, você não faz ideia do quanto! Meu 2014 começou em dezembro de 2013! (Pode isso? Não pode, mas dessa vez sim). Queria saber escrever sobre outras coisas, outros fatos. Queria conseguir falar sobre política, injustiça ou qualquer outra coisa que não fosse sentimento. Mas não sei, não consigo. Papel e caneta estão a postos. Estou pronta para o desencadear de mais um turbilhão de pensamentos engalfinhados. Certo é que passarei longos minutos tentando desatar os nós que eu mesma atei. Escrevo duas ou três frases. Paro, leio, observo, releio, penso, rabisco tudo, arranco e amasso a folha e a jogo pra um canto qualquer, pego outra folha em branco. Esta sequência se dá inúmeras vezes até que enfim, algo como um texto se faz no papel. Algo inútil, sem sentido e, aparentemente, banal para um leigo de alma. Este ano, leitor, não sei o que será desta incrível redoma de vidro, esta bolha enorme em volta de mim, não sei o que será dela. Não sei o que fazer comigo. Será (aliás, é) difícil dizer se continuarei com isso, se irei até o final ou se abandonarei de vez essa carreira de escritora-de-meia-vida-que-não-sabe-o-que-escrever. Afinal, o que é que eu sou aqui: um pedaço de nada que escreve pra meia dúzia de gente? Devo ser; se é isto que sou, então sou. Não adianta outra coisa senão ser, leitor, e assumir o que sou também! Escrever é uma tarefa árdua, difícil; exige muito de mim, muito do que sou. É dia 1º de janeiro de dois mil e quatorze e eu já tenho dezenas de ideias e textos e títulos em mente, mas não sei como decorrer tudo isso numa folha em branco. (Acho que sem querer já estou parcialmente conseguindo - apesar de não ser bem o que eu queria). Logo menos os textos serão melhores, leitor. Não lhe prometo nada, mas tentar é sempre válido. Este será um ano de mudanças! Não desejo "feliz ano novo" a você se você for continuar fazendo as mesmas coisas. Então, feliz leitura e até a próxima. 

Um adendo: espero lhe ver mais vezes por aqui este ano.

1 comentários:

José Corrêa disse...

Adorei! Muito bom, muito... Pessoal. Parabens!