quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Poeminha besta


(sinta)
 Pretendentes que a querem
Não se desesperem,
Pois sentimentos que a ferem
Talvez a faça chorar.
Mesmo que por medo
Ou que chore em segredo
Mais que um querer do que por um precisar;
Ou por não merecer
Ela que dá sem receber
Mesmo sem cobrar - ela que é cobrada
Tanto esforço para nada,
Tanto que anda arrastada
Sabendo a hora de ir e sem saber quando voltar.
E mesmo que perca o chão,
A vida é um balão
Não sabendo a dimensão
Que o sol, o céu, o mar
E seu amor ela ainda tem pra dar.
 Mas meu caro leitor fiel, neste pingo de papel
Nossa lágrima preta há de rolar.
Tanto caminho que a gente anda
Por um lado anda a pampa
E encontro outro amigo acolá
Na esquina da Rua Visconde de Pirajá.
Um Alguém, hei; um Alguém, hou; um Alguém, viva!