sexta-feira, 11 de julho de 2014

Dreamers


E novamente ele. Desde o início; sempre foi assim. Cada olhar como uma faísca. Cada sorriso como uma fumaça. Cada risada como uma chama. Logo somos um incêndio e pegamos fogo. Tudo quanto foi possível, evitei. Não pude; não deu; não dá; não consigo. Acostumei com aquela velha conhecida ausência sorrateira dele. Minh'alma dança quando ele volta, se cansa quando parte. Mas algo me canta: eu irei te acordar de manhã, não se preocupe; continue dormindo. Então meu coração entra num estado de narcolepsia; e dorme enquanto ainda estou acordada. Minha mente e coração decolam pra outro lugar, trabalham naquele planeta onde habito com um astronauta e viajamos pelo espaço. Sentimos falta de casa, mas nada que não dê pra aguentar. Errei o caminho e fui parar em outro lugar; neste lugar o encontrei. Sorri feliz. A calmaria tentadora daqueles olhos castanhos me chamam como as ondas da maré alta e revolta chamam o banhista pra se afogar. Me afoguei no sorriso dos teus olhos. E é assim tão louco e o contato é tão pouco que não preciso de muito de ti pra me embebedar de tua essência misturada com futura ausência, tão saciada serei com tua presença. E as palavras que escrevo me confortam o coração - tão cheio daquilo que ele mesmo não quer dar a qualquer um. Quer dar o beijo que deu em ti, bem como os abraços ardentes, os olhos sorridentes, os sorrisos entre dentes e o desejo latente. Não ter que ouvir um principiante dizer que falo pouco, pois você bem já me conhece e sabe que falo através do que escrevo; é bom. Bom mesmo é ouvir teu coração. Sei agora o motivo de eu ser baixinha: tenho o tamanho ideal pra ouvir as tuas batidas. Um tilintar profundo que quase posso sentir o meu bater junto com o teu. Cheguei a pensar no "amar", isto aqui não é um tal de "me declarar", mas poderia ser... Chego a pensar no tal do amor, mas não quero aquele horror do que poderíamos ser. Penso mais em nada, pois a alma que já estava cansada, levantou-se e foi dançar na chuva; esperando realizar o desejo de que alguém venha lhe beijar enquanto os pingos caem a molhar e enternecem o despertar do astronauta em órbita sob o luar de um sábado qualquer. Então que venha aquela mulher e que lhe diga o que quiser, mas que não vá embora sem dizer: sorria como se quisesse. Porém, tudo tem limite, melhor que se digite: smile like you mean it!

1 comentários:

Natalia Cavalcante disse...

Estou começando a virar fã desse blog, parabéns! Você escreve muito bem, assim como consegue descrever cada pedacinho de seus sentimentos!
=)