segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Dilúvio

Ontem fez frio, 31 de agosto de 2016. Choveu boa parte do dia, ficou nublado o tempo todo. Esse era o mês de agosto se despedindo: triste. Parecia até transparecer minha alma: cinza - e olha, caro leitor, que eu nem fumo. O dia choveu e eu também, a chuva regou as plantas e meu choro regou minha alma e todo o meu ser. Hoje faz calor, 01 de setembro de 2016. O céu está azul e não há nuvens, o sol brilha também. Parece até que o sol veio pra secar as lágrimas, dar vida às flores, fazer esquecer dores e amores. Porém tudo é finito e sei que no dia seguinte, 02 de setembro do mesmo ano, tudo voltará a ser o mesmo cinza dos últimos meses. Sabe, leitor, eu sinto falta, tanta falta daquele pra quem tanto já escrevi textos numerosos e longos. Sabe de outra coisa, leitor? Quero contar sobre meu dia, mas não pra qualquer pessoa, quero contar para o dono dos textos longos. Claro que você pensa que parece ser tão simples: ora, é só ir lá e contar. Pois bem, me responda: é simples contar sobre seu dia a alguém que você tanto se importa e dedica, mas que parece não ligar para o que você diz? É, leitor, não é simples, não é fácil. Obviamente a gente dá a cara a tapa cem mil vezes e está lá tentando mais uma vez dar conta recado, da carga emocional que tu carrega no dia a dia. Sinto falta de tudo acerca do dono daqueles textos e se passo um dia sem meus olhos virarem mar é um milagre, pois não há um só momento em que eu não transborde ao lembrar e sentir toda a saudade pesada que é como um fardo que eu carrego. E mais uma coisa, leitor: se algo acontecer foi porque tinha que ser e no final vou sentir tanta falta do dono dos meus textos, que apenas pensando nisso já sinto o amargo do vazio em meu peito, e mesmo assim nem imagino quanto mais eu poderia sentir esse pesar me afogando em um incansável dilúvio. Estou com falta de ar, minha cabeça não para de rodar de tanto pensar sobre isso, é incontrolável, o pensamento simplesmente vem e não consigo encontrar estratégias pra evitar tudo isso. Meus pensamentos estão desencadeados, meu coração está acelerado, minha respiração ofegante, não consigo respirar direito, estou tremendo de desespero e o suor nas mãos cada vez maior. ALGUÉM FAZ ISSO PARAR, PELO AMOR DE DEUS, QUE EU NÃO AGUENTO MAIS! Alguém avisa lá o dono dos textos que não dá pra viver assim: esperando. Avisa lá também que se eu não estou comendo direito há meses é porque talvez a minha válvula de escape tenha sido comprometida ou até mesmo tenha emperrado. Avisa para o dono dos meus textos que eu chego a entrar em desespero por causa de tanta falta e você sabe, leitor, o que uma pessoa em desespero é capaz de fazer? Por hora, eu somente envio mensagens. Mas avisem lá também que tenho diversas crises de ansiedade e que talvez esse tal dono dos textos não os mereça tanto assim. Logo, meu dilúvio tem sido eterno desde 2011 e sigo esperando que uma arca me resgate.

1 comentários:

José Corrêa disse...

Queria te abraçar, e tirar essa dor... amo voce!